Não permita que culpem o GA4 é uma frase bem curiosa. Culpar quem do quê, exatamente?
Bom, partindo do princípio que o novo assusta, que o que é diferente causa repulsa instantânea – mesmo que somente em um estágio inicial -, é normal falarmos sobre culpados quando qualquer coisa fora do comum acontecer. Principalmente se tratando de impactos negativos em operações de ecommerce. Mas vamos entender melhor o cenário desse tribunal de analytics?
O mercado do comércio eletrônico está em constante mudança e, por essa razão, é muito comum que em alguns momentos a performance das operações não esteja lá conforme o esperado. Entretanto, é arriscado e até um tanto inconveniente atribuir o insucesso de determinadas estratégias a um ‘culpado’ sem uma análise aprofundada. O que geralmente acontece, é que, se existe alguma mudança mais estrutural em curso, o mercado tende a sentenciar essa mudança como o principal vilão do momento.
Para exemplificar o cenário bem atual, vamos trazer aqui o assunto do momento: o Google Analytics 4. Trata-se de uma mega mudança em diversos pontos da coleta de dados e análises, porém, isso não implica automaticamente em uma queda de desempenho de campanhas, muito menos em diminuição das conversões. Se essa fala chegou até você, a nossa dica é: avalie melhor o cenário inteiro antes de apontar para o GA4 como um vilão!
Seria incorreto ‘culpar’ o GA4 pelo mau desempenho de um e-commerce porque alguém escreveu isso em algum artigo ou foi dito em alguma live sobre o assunto. Ao enfrentar problemas de desempenho, é crucial conduzir uma avaliação abrangente de todos os fatores potenciais, tanto internos quanto externos, pois muitas vezes, um pequeno ajuste na sua estratégia já faz uma enorme diferença na ponta.
Sua avaliação deve se concentrar em aspectos como infraestrutura, otimização de código, entrega de conteúdo, integrações de terceiros, problemas de rede, compatibilidade do navegador, carregamento, usabilidade e aí sim, com todos esses pontos devidamente ajustados, você consegue avaliar os possíveis problemas nos eventos de conversão do GA4, por exemplo.
No contexto do GA4, os eventos e dados capturados anteriormente continuarão disponíveis para sua consulta e análise. No entanto, é importante lembrar que o GA4 possui uma estrutura de dados e modelo de relatórios diferentes em comparação com o UA. Quando você implementa o GA4 em seu e-commerce, você pode configurar eventos personalizados e parâmetros para coletar informações específicas sobre as ações dos usuários. Se você já estava capturando eventos e dados no UA, pode mapeá-los para eventos e parâmetros no GA4 e assim, continuar rastreando essas informações.
O GA4 oferece maior flexibilidade na captura de eventos por meio do uso de eventos personalizados e eventos automáticos. Os automáticos capturados pelo GA4 são: visualizações de página, cliques em links externos, cliques em botões e muito mais. Os eventos personalizados permitem que você registre ações específicas do usuário que não são capturadas automaticamente, como interações com elementos específicos.
Embora haja diferenças na estrutura de dados e relatórios, o UA ainda permitirá que você acesse e analise os eventos e dados capturados anteriormente, fornecendo informações valiosas sobre o comportamento do usuário e o desempenho do seu ecommerce.
Certifique-se de configurar adequadamente as campanhas, utilizando as novas tags para obter sucesso nas conversões e na avaliação dos indicadores dos eventos personalizados. Afinal, é através de uma avaliação holística e transparente que você obtém métricas-chave para insights relevantes.
Esperamos que esse artigo tenha trazido pontos relevantes para você e sua operação de ecommerce! Ficamos por aqui e passamos a bola para você colocar em prática o que for necessário para reconhecer os verdadeiros culpados desse tribunal. 😉
Até o próximo post!
Karina Julio
Líder de Presença Digital da Wisely
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